quinta-feira, 30 de março de 2017

Calendário de filmes da Disney 2017-2018

Vejam o calendário de filmes futuros da Disney para 2017 e 2018:

Carros 3, Thor, Coco, Homem Formiga e a Vespa Star Wars: Filme do Han Solo sem título, Filme sem título, Mulan, Mary Poppins, Capitã Marvel, etc.   :)

Aguardo ansioso por "Filme sem título" agendado pro verão de 2018, deve ser fantástico :)
 
 


As HQs de Star Wars da Marvel.

                                                    
Bom dia seus nerds de quadrinhos.
A Panini nos agraciou recentemente com o encadernado da série "Skywalker Ataca" que encaderna os seis primeiros números da nova HQ de "Star Wars" da Marvel de 2015.  A HQ tem 152 páginas e é recheada com a bela arte do desenhista John Cassaday e o roteiro afiado de Aaron Allston. 
 
O que tem de especial nessa HQ? Bom, é a Marvel mostrando serviço. Depois que o George Lucas vendeu a marca "Star Wars" pra Disney, a Marvel ficou responsável para fazer os quadrinhos, e pra isso pegou seu melhor pessoal.  O John Cassaday produziu excelentes HQs dos "X-men" e do "Capitão América", e antes disso, fez "Planetary", enquanto que o roteirista Aaron Allston escreveu livros de Star Wars então ele sabe do que está falando. Na  história, Luke e seus amigos, dias após o final do primeiro filme, e empolgados por destruírem a Estrela da Morte, começam a enfrentar o contra-ataque do Império.
 
Simultaneamente, a Panini também está lançando o encadernado da série irmã "Darth Vader". O curioso dessa  HQs do Vader é  que ela se passa simultaneamente com a de "Star Wars". Esse truque já foi usado algumas vezes nas HQs dos Vingadores e do Quarteto Fantástico nos anos 80. Um mesmo evento é contado de pontos de vista diferentes o que torna a história fascinante.  Do ponto de vista dos Rebeldes eles são os heróis, e do ponto de vista do Darth Vader ele é... bom, ele continua sendo um sacana egoísta e vingativo, mas visto que o Imperador é mais ruim do que ele, ele fica quase heroico.
 
Na sua HQ, Darth Vader  recruta o auxílio de uma arqueóloga tecnológica chamada Dra.Aphra, para que ele possa ter seus próprios recursos contra os Rebeldes e contra o Imperador, e  a moça, uma fã ardorosa do vilão, e um tanto quanto masoquista, se empenha para ajudá-lo.
 
 
 
O que eu gostei MUITO da história do Darth Vader é o fato de que ele aceita, incorpora, homenageia e expande os eventos vistos na trilogia de prelúdio de Star Wars. Virou moda entre "fãs" chatos de malhar as "prequels", de malhar o George Lucas por ter "arruinado" Star Wars. Tanto foi o bullying online que o Lucas ficou deprimido, desistiu da vida, vendeu tudo pra Disney e ficou por isso mesmo.
 
Bom, essa HQ valida as prequels e por incluir um fato não mostrado nos filmes, o momento em que Darth Vader descobre que foi manipulado pelo Imperador. O momento em que "cai a ficha" é um momento único nos quadrinhos. 
 
Todo mundo teve nerdgasmos quando o Vader aparece no filme "Rogue One", cortando rebeldes a torto e a direito. Bom, ele já estava fazendo isso nessas HQs de 2015.   :)
 
 
 
Mas a cereja do bolo é a arte fenomenal que o brasileiro Mike Deodato fez para a "Queda de Darth Vader"(Vader Down). Olha isso, que coisa linda! Faz lembrar os momentos finais de Blade Runner "vi coisas que vocês humanos não acreditariam...  naves de ataque em fogo em órion..... ".  :)
 
 
 

segunda-feira, 20 de março de 2017

LOST e suas influências

 
 
LOST foi um seriado exibido de 2004 até 2010, sendo criado pelo diretor JJ Abrams e contando a maravilhosa trilha sonora de Michael Giacchino.
 
A série contava a história de um grupo de sobreviventes cujo avião cai em uma ilha misteriosa cheia de mistérios e surpresas. Ação, aventura, elenco gigantesco, referências culturais e divagações filosóficas tornaram essa série um prato cheio e que deixou várias repercussões e influenciou vários filmes. Muito já foi discutido na época, e o consenso final é que o seriado começou incrivelmente bem, mas se perdeu (!) no final, sendo uma missão impossível (!) amarrar todas as pontas soltas.
 
Mas o que ficou fixo na lembrança são cena tristes na praia e a bela música do Michael Giacchino. Bom, vamos ver como LOST influenciou filmes recentes.
 

Dramas coreanos são a febre agora no mundo, sendo cada vez mais assistidos nos EUA graças ao Netflix e Hulu, mas foi em LOST que o ocidente foi apresentado ao casal Jin e Sun Kwon. No final das contas LOST foi um grande drama coreano filmado no Hawaii.

FlashForward (seriado de 2009) - No seriado LOST nós tinhamos visões do futuro e do passado, e isso fez um sucesso, então um gênio resolveu fazer uma série só baseada nesse conceito. Mas infelizmente não dá pra fazer um jantar baseado só no tempero, então essa série só durou uma temporada. Nem quero comentar sobre "The Event", outro seriado de mistério que começou confiante mas que acabou revelando demais logo no começo. O próprio J.J.Abrams testou lançar "Alcatraz", um seriado de viagem no tempo passado na famosa prisão. Era para durar tanto quanto LOST e durou uns 5 minutos.
 
Star Trek (filme de 2009) - O  bem sucedido reboot da série "Jornada nas Estrelas" foi dirigido por J.J.Abrams, criador de Lost e logo no começo do filme temos um momento "Lost", temos o pai do herói morrendo para salvar o filho que está nascendo. Hora de desligar todos os efeitos sonoros e só deixa a trilha chorosa do Michael Giacchino fazer o seu devastador trabalho. Até quem não era fã da série abriu a torneiras nessa cena.
Tomb Raider (jogo de 2013) - Depois de LOST surgiram vários videogames em que o protagonista está perdido em uma ilha cheia de zumbis ou outros seres desagradáveis, mas foi o REBOOT de Tomb Raider que mais abraçou conceitos da série. Neste jogo não temos a trilha so Michael Giacchino, mas temos outros elementos de LOST, como uma moça com roupas casuais rasgadas, como a Kate, um avião pendurado de ponta cabeça preso na montanha além de capangas violentos escondidos do outro lado da ilha.  
Star Wars: Rogue One (filme de 2016): Cenas tristes de pessoas na praia são a a especialidade de Michael Giacchino. E é claro, na cena em que a heroína Jyn Erso e Cassian Andor estão se abraçando  e esperando pra morrer juntos na praia o Michael Giacchino se sentiu em casa, e soltem os violinos tristes!  Nós esperaríamos um momento assim em "O Despertar da Força", dirigido pelo J.J.Abrams, mas foi em "Rogue One" em que Star Wars teve seu momento LOST. 
 

segunda-feira, 6 de março de 2017

LOGAN - comentário sobre o filme, curiosidades e alguns spoilers

 Assisti ontem "Logan" no cinema e posso dizer que terceiro e último filme do Hugh Jackman como Wolverine é um murro emocional no estômago, e com garras.
 
O filme, uma obra prima do diretor James Mangold, teve um show de interpretação do Patrick Stewart e do Hugh Jackman, assim como da estreante Dafne Keen, como a jovem mutante X-23. Todo mundo esteve bem, os vilões particularmente detestáveis, assim como a onipresente e tensa trilha sonora, que descrevo aqui como um faroeste distópico ciborgue.
 

Pena que o preço para essa obra prima seja deixar o universo cinematográfico dos X-men em frangalhos, anulando o final feliz do filme anterior, "X-men: Dias de um futuro esquecido". A história em quadrinhos na qual foi baseada era já um "Futuro alternativo", um "O que aconteceria se", tão comum nos quadrinhos "Não está valendo de verdade, é só uma possibilidade", mas nada disso se aplica neste caso, o que o filme faz questão de frisar. Mas talvez apelar para essa história seja a única chance da FOX para encarar os filmes da Marvel da Marvel.
 
 
O primeiro filme dos "X-men" data de 2000, e foi o renascimento bem sucedido dos filmes de super-herói (que teve um ensaio em "Blade" um pouco antes). A Marvel vendeu os mutantes para a FOX, que fez bom uso deles. Chamou escritores consagrados como o Chris Claremont para darem suas bênçãos e a adaptação foi bem sucedida, abrindo caminho para a avalanche de filmes que veio depois, como o Homem Aranha da Sony. O diretor Bryan Singer, diretor do filme cult "Os suspeitos", mostrou que sabia lidar com um grande grupo de atores, e conseguiu apresentar os personagens de forma organizada em um filme sólido de ficção científica e ação.

Quando vi o filme dos X-men eu pensei "Parece um episódio de Jornada nas Estrelas com algumas ceninhas de luta do filme Mortal Kombat". A comparação veio principalmente pelo ator que faz o Charles Xavier, o Patrick Stewart, também fazer o papel do Capitão Jean Luc Picard no seriado de TV Jornada nas Estrelas: A nova Geração. A diferença de interpretação é bem sutil, enquanto que o Capitão Picard é severo, ele é o compasso moral de toda a Federação. O professor Xavier já um pouco mais paternal, mas ainda assim sabe dar as suas broncas, como na cena em X-men 2 na qual ele dá uma bronca no Pyro: "na próxima vez que quiser se exibir....NÃO o faça".

Tivemos então seis filmes dos X-men, três filmes do Wolverine, e um do Deadpool. Todos interessantes, mesmo com os altos e baixos. O sucesso inesperado de DEADPOOL, que tem censura de 18 anos (Rated R) fez com que a FOX desse carta branca para o terceiro filme do Wolverine ser com censura 18 anos. E o filme faz bom uso desse recurso, com cenas sanguinolentas de tirar o fôlego.






Mas vamos ser completistas, pois somos NERDS! Essa não foi a primeira vez que vimos o Hugh Jackman cortando vilões com poças de sangue pra todo lado, censura 18 anos. A primeira vez que vimos isso foi no jogo de Playstation 3 "X-men Origins: WOLVERINE" a versão Uncaged Edition . No jogo, vilões viram suco de tomate  toda vez que o Wolverine usa seu ataque de tornado estilo demônio da Tazmania. Então, quem estiver com saudade do Logan, e não jogou esse jogo, você está perdendo toda a interpretação que o Hugh Jackman fez para essa obra prima dos games. Pare de chorar e vá jogar.



Voltando ao filme LOGAN,  Quando a Laura, a X-23, usa suas garrinhas para picotar os "Carniceiros' (os capangas ciborgues do vilão Donald Pierce), temos várias risadas na plateia e vários "Awws" e vários "Wows". Mas que lástima, nenhum dos carniceiros tinha  uma esteira de tanque no lugar de pernas. Ah, quanta injustiça!



 


Bom, infelizmente, para os vilões merecerem ser cortados por garras de adamantium, eles tem que ser particularmente hediondos, o que nos resulta em cenas cruéis demais para assistir. As maldades do laboratório dos vilões eu achei que estavam no meu limite. Nós vimos o Logan adulto sofrer experimentos no filme "X-men origens: Wolverine", mas agora as cobaias são crianças mutantes criadas em laboratório na fronteira do México. A única humanidade delas veio das gentis enfermeiras mexicanas. Como as crianças  são propriedades do laboratório, não tem direitos e podem ser caçadas à vontade pelos vilões.


Talvez aí esteja um paralelo com a realidade, a qual os quadrinhos e filmes dos X-men são conhecidos por fazer, a vítima da vez são mexicanos vitimizados por novas políticas ásperas anti-imigração do Trump?

A Laura não fala nada até metade do filme, e quando fala é em espanhol e a Terra prometida dos mutantes mexicanos não é os Estados Unidos, mas sim o Canadá!



  
Bom, voltando aos quadrinhos, muito se celebrou sobre o Stan Lee, criando o universo Marvel nos anos 60, e muito se celebrou do Frank Miller com o seu renascimento do Batman em 1987, mas acho que pouco está se celebrando sobre o Mark Millar, um autor moderno que deu o pontapé para a modernização dos Vingadores, já que suas "atualizações" nos personagens da Marvel (The Ultimates) os deixaram prontos para adaptação para os filmes.  O filme "Vingadores" é muito baseado no trabalho do Mark Millar  "Os Supremos"(The Ultimates), o filme "Capitão América: Guerra Civil" é baseada em "Guerra Civil", e "LOGAN" é inspirada na sua minissérie "Velho Logan". Cadê as participações especiais dele?

Agora, voltando ao Professor Xavier, responsável por grande parte dos rios de lágrimas do filme. O Xavier envelhecido, falando palavrões e tendo problemas em conter seu grande poder, não rouba a cena, e sim a enriquece, trazendo muito da bondade e humanidade necessária a um filme violento como esse. A atuação dele é quase uma maldade por nos fazer chorar.







Ahá, mas eu conheço os truques dele, pois ele já fez papel de velho gagá no último episódio de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" de 1994 chamado de "Todas as coisas boas terminam".  No episódio o Capitão Picard está velho (maquiado de mais velho, com uma barba postiça) e está tentando convencer seus antigos tripulantes de uma ameaça a qual somente ele está ciente.  Ele está sofrendo de uma doença degenerativa mental e também balbucia asneiras enquanto luta pela sua sanidade.



Logo em seguida, em 1994, no filme "Jornada nas Estrelas: Gerações", o Capitão Picard precisa enterrar o seu antecessor, o Capitão Kirk.  O Capitão Kirk foi  interpretado durante 30 anos pelo ator William Shatner e esse filme foi sua despedida final ao personagem e ele morre salvando a próxima geração de heróis.

Como sempre, Jornada nas Estrelas e X-men sempre andaram de mãos dadas. :)


 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Comentário do filme A Chegada" (The Arrival) de 2016 - spoilers leves

Um filme que me surpreendeu bastante nestes dias foi "A Chegada" (The Arrival).
 
O filme foi muito bem dirigido, sem pressa nenhuma, seguindo algumas convenções sobre os tradicionais filmes de invasão alienígena e nos surpreendendo com uma boa história, ao invés de uma patriotada enlatada descerebrada. Pode-se dizer que este filme é o "Contato" desta década.
 
Inclusive o filme tem algumas similaridades com o filme baseado no livro de Carl Sagan, tendo uma heroína determinada tendo que lidar com o grande mistério alienígena e ao mesmo tempo tendo que lidar com militares truculentos que estão esperando qualquer desculpa para abrirem fogo.
 
Eu também senti uma similaridade com o primeiro episódio com o seriado "Deep Space Nine"(1991) (no Brasil conhecido como "Jornada nas Estrelas: A Primeira Missão"), na qual os alienígenas vivem fora do tempo linear, e tentam se comunicar com uma pessoa cheia de traumas que não consegue seguir com a vida devido a uma tragédia. E essa pessoa precisa juntar passado e futuro para se tocar que o tempo é simultâneo.
 
"A Chegada" está totalmente em sintonia com "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" de 1987, na qual a GUERRA representa a falha, não a vitória. A guerra tem que ser impedida usando o cérebro, a diplomacia.
 
Em um dos melhores momentos do filme, a protagonista que precisa se comunicar com os alienígenas, remove seu traje pesado de proteção contra bactérias e se apresenta como uma pessoa. Para ter confiança é preciso oferecer confiança.
 
Esse e outros muitos detalhes que celebram a não agressividade são uma brisa refrescante, uma boa dose de ficção científica televisiva dos anos 90 dando suas caras  nos dias de hoje, também dera, o livro na qual o filme se baseou ("Story of Your Life" ) foi escrito em 1998.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Teste de visual do Aquaman no filme da Liga

 
Zack Snyder liberou um clipe rápido de como ficarão as cenas subaquáticas no filme da Liga da Justiça, e realmente ficaram interessantes, lembrando muito o cenário da Pequena Sereia. Ou seja, Atlântida está parecendo Atlântica.  :)  Jason Momoa até que parece um pouco com o Rei Tritão, pai da Ariel. Curiosamente, a Marvel está correndo atrás dos direitos do Namor, que estavam juntando pó na Columbia Pictures.
 
 
Ainda não está muito fiel à versão original, mas ainda chegaremos lá :)
 

A fauna monossilábica

Não te irrita quando você posta um post quilométrico, digno de uma monografia, e o máximo que o ser responde é "Top". Isso me dá uma saudade imensa dos antigos fóruns dos anos 90, na qual verdadeiros catedráticos escreviam muros de texto para expor suas idéias. Então, atendendo a pedidos, eis que reposto a minha homenagem a "fauna monossilábica".