domingo, 25 de setembro de 2016

As naves de Jornada nas Estrelas


















Saudações amigos nerds!
Obrigado por acompanhar estes posts sobre "Star Trek", principalmente os amigos do GooglePlus.
Agora continuando com mais esse trecho da história nerd, aqui vou apresentar algumas das naves principais da Frota Estelar, o ano em que se passa na história da série  assim como seu ano de produção.

A série fala de humanos explorando a galáxia, formando uma Federação de Planetas, conseguindo aliados (Vulcanos, Betazóides, Andorianos) e inimigos (Klingons, Romulanos,Cardassianos, Borgs). Na história da série várias raças parecem bastante com humanos, isso foi explicado no episódio "The Chase"(A Caçada)  que os humanos e várias raças foram plantadas em vários planetas com um ancestral comum. Mas também várias raças completamente alienígenas aparecem, como formas de vida líquidas, gasosas, cristalinas, formas de vida completamente incompreensíveis que vivem fora do tempo e assim por diante.

A série tem vários flashbacks e flashforwards, indo do passado pro futuro e vice versa, com prelúdios e sequências, portanto não se assuste. Bem vindo à bordo!

Vamos começar do começo: a H.M.S.Enterprise foi um navio do século 16, trabalhando para a marinha real da Inglaterra até o início do século 18. Esse navio notável foi visto no sétimo filme  "Jornada nas Estrelas: Gerações" (Star Trek:Generations) de 1994 como uma simulação holográfica.




A "Enterprise"(OV-101) foi o primeiro ônibus espacial da NASA em 1976. Essa nave do século 20 aparece em "Jornada nas Estrelas: O Filme" (1978) na forma de uma pintura mostrando a história das naves "Enterprise"



A "Phoenix" foi mostrada no filme "Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato" de 1996, o oitavo filme da série. Na história do filme, que se passa em 2063 (século 21), é a primeira nave a atingir velocidade de dobra espacial 1 (warp) atraindo a atenção dos vizinhos vulcanos e permitindo o primeiro contato com uma raça alienígena. Foi criada pelo cientista Zefram Cochrane que construiu a nave reutilizando um míssil nuclear.



A "U.S.S. Franklin", registro NX-326,  foi uma nave do século 22, sem ano específico e primeira nave a atingir dobra espacial 4.Ela aparece no filme "Star Trek: Sem Fronteiras" (2016) e foi considerada como nave perdida em ação, até que foi resgatada pelo Capitão Kirk e utilizada para proteger a estação espacial "Yorktown".




A "U.S.S. Enterprise", registro NX-01, do ano 2151 (século 22) , era o protótipo do primeiro cruszdor da Terra. Era a primeira nave a atingir dobra espacial 5.  Essa nave, capitaneada pelo Capitão Jonathan Archer foi a estrela do seriado "Jornada nas Estrelas: Enterprise" que durou quatro temporadas (2001-2005). Essa nave foi essencial para a formação da "Federação Unida de Planetas". A via láctea é como uma pizza dividida em quatro partes, quadrantes Alpha, Beta, Gama e Delta. Nós, humanos, por exemplo, estamos no quadrante Alpha.

A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701, que trabalhou por 40 anos, de 2245 até 2285 (século 23), foi a estrela do primeiro seriado de Jornada nas Estrelas (a série clássica), que foi exibido de 1966 até 1969. Essa nave "Classe Constituição" foi capitaneada primeiro pelo Capitão Robert April (série animada), depois pelo Capitão Pike (episódo piloto) e depois pelo Capitão Kirk (série clássica). Sua missão é de "explorar estranhos mundos novos e ir aonde nenhum homem jamais esteve,"

A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701, recebeu uma extensa reforma em 2271 durante os eventos de "Jornada nas Estrelas: O filme"(1978). Essa nave foi destruída nos eventos do filme "Jornada nas Estrelas III" e substituída por uma idêntica em "Jornada nas Estrelas IV", ganhando uma nova numeração. NCC-1701-A. Essa nave foi a estrela dos filmes de cinema, de 1978 até 1991, sendo aposentada em "Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida".

A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701-B foi lançada em 2293 durante os eventos do filme "Jornada nas Estrelas: Gerações"(o sétimo filme de cinema). Era uma nave classe Excelsior (que apareceu primeiro em "Jornada nas Estrelas III". A nave era comandada pelo Capitão Johh Harriman. O Capitão Kirk aposentado foi convidado para participar de seu vôo de estréia, mas quando a nave encontrou uma estranha tempestade de energia, ele foi levado para a dimensão "Nexus" e dado como morto.

A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701-C, foi uma nave do século 24 comandada pela capitão Rachel Garret. No ano de 2344. a capitã Rachel responder ao chamado de socorro de uma estação Klingon, antigos inimigos da Federação, de um ataque romulano (outros inimigos da Federação). Os Klingons ficaram impressionados pelo ato  sacrifício da  Capitã Rachel e uma aliança duradoura foi estabelecida entre a Federação é o Império Klingon. Esses eventos foram contados no serado "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração".

A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701-D, foi uma nave do século 24 comandada pelo Capitão Jean Luc Picard e foi a estrela do seriado "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" (1987-1994). A luxuosa nave tinha 600 metros de comprimento (as anteriores tinham 300). As naves anteriores podiam levar 400 passageiros. A enterprise D podia levar 5000 passageiros por 30 anos ininterruptos. Enquanto que a Enterprise original tinha uma missão de 5 anos de exploração, a Enterprise D tinha uma missão de paz e exploração contínua. 


A "U.S.S. Enterprise", registro NCC-1701-E, foi uma nave do século 24 comandada pelo Capitão Jean Luc Picard.  Após a destruição da Enterprise D, no filme "Jornada nas Estrelas: Gerações"(1994),  a Enterprise E foi construída como uma nave preparada para a guerra, por exemplo, lutar contra os terríveis BORGS,  invasores do quadrante Delta. Essa nave foi a estrela dos filmes "Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato"(1996), "Jornada nasa Estrelas: Insurreição"(1998) e "Jornada nas Estrelas:Nemesis"(2002).

A estação espacial "Deep Space Nine" foi a estrela do seriado "Star Trek: Deep Space Nine" exibida no Brasil como "Jornada nas Estrelas: A Nova Missão" (1993-1999). A estação era uma base inimiga, da raça dos cardassianos, que foi ocupada pela Federação quando estes foram embora, depois de explorar o planeta Bajor por muitos anos. O Comandante Sisko foi encarregado de tomar conta da estação e resolver seus mistérios, entre eles um portal que leva ao outro lado da galáxia, o quadrante Gama. 


A "U.S.S.Voyager", designação NCC 74656, foi uma nave do século 24 comandada pela Capitã Kathryn Janeway e foi a estrela do seriado "Jornada nas Estrelas: Voyager" (1995-2001). Durante uma missão para capturar sabotadores Maquis, a nave foi teleportada para o meio do quadrante Delta, no meio do vespeiro Borg, a 70 anos de viagem de volta para casa. Sozinha e sem recursos, a Capitã Janeway fica divida entre ajudar sua tripulação inútil ao mesmo tempo que quer parar para ajudar todos os coitados que ela encontra no caminho.

A "U.S.S.Enterprise" foi uma nave do século 23 em uma linha do tempo bifurcada. No século 24, no ano de 2387, oito anos após os eventos do filme "Jornada nas Estrelas: Nemesis"(2002), a estrela Hobus, do Império Romulano, entra em supernova repentina. Spock foi enviado para salvar a estrela usando uma substância chamada "matéria vermelha". Spock chegou tarde, a estrela explodiu assim como o planeta Romulus e tanto sua nave quanto a de Nero, um capitão de nave mineradora  foram enviados ao passado de volta ao século 23, criando uma linha de tempo alternada mostrada no filme "Star Trek" de 2009.


Atualização: Segue a ordem cronológica da produção dos filmes e das séries:


Séries de televisão: 
Jornada nas Estrelas (1966) 
Jornada nas Estrelas – A Nova Geração (1987) 
Jornada nas Estrelas – Deep Space Nine (1993) 
Jornada nas Estrelas – Voyager (1995) 
Jornada nas Estrelas – Enterprise (2001) 

Cinema: 
Jornada nas Estrelas – O Filme (1979) 
Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (1982) 
Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (1984) 
Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa (1986) 
Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira (1989) 
Jornada nas Estrelas VI A Terra Desconhecida (1991) 
Jornada nas Estrelas: Gerações (1994) 
Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato (1996) 
Jornada nas Estrelas – Insurreição (1998) 
Jornada nas Estrelas: Nêmesis (2002) 
Star Trek (2009) 
Star Trek: Além da Escuridão (2013)
Star Trek: Sem Fronteiras (2016)


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Qual a relação entre Spock e Sherlock?


Em "Jornada nas Estrelas VI" de 1991, em meio a uma investigação delicada, o velho Spock explica determinado: "Um ancestral meu dizia que quando você eliminar o impossível, o que restar, mesmo que improvável, deve ser a verdade."


Em 2009, no filme "Star Trek" em meio a uma investigação delicada, o jovem Spock menciona a mesma frase do seu ancestral.  Isso sugere que Amanda, a mãe de SPOCK que é meio vulcano, meio humano, seja descendente ou de Arthur Conan Doyle OU do próprio Sherlock Holmes. O que de fato é muito lógico e explica a inteligência incomum do nosso amigo vulcano.






Sobre os quadrinhos de "Jornada nas Estrelas" por John Byrne



"Jornada nas Estrelas" sempre teve presença nos quadrinhos. Nos anos 60 e 70 existiam os quadrinhos publicados pela Gold Key, depois pela Marvel, depois pela DC e depois de volta a Marvel. 

Mas o célebre John Byrne foi o que mais incorporou elementos da série nos quadrinhos. Uma cena que me recordo é da minissérie "O Homem Aço" de 1987, o reboot do Super-homem. No final, o Batman pensa consigo mesmo: "Um homem admirável. Tudo considerado, quem sabe, em alguma outra realidade, eu poderia ter chamado ele de "meu amigo",


Essa cena remete à epoca pré "Crise nas Infinitas Terras", mas também é uma referência ao episódio "Equilíbrio do Terror" de Jornada nas Estrelas. A nave Enterprise enfrenta uma nave Romulana inimiga à distância. E o Capitão Kirk conseguia pensar exatamente como o adversário, que no final no episódio ele manda uma mensagem ao Capitão Kirk: "...quem sabe, em alguma outra realidade, eu poderia tê-lo chamado  de "meu amigo",


Tamanha era a admiração de John Byrne por Star Trek e Jack Kirby, que eu diria que todo o período que ele desenhou o Quarteto Fantástico foi uma grande homenagem a Star Trek, pois eles fizeram literalmente isso: "Explorar novos mundos, audaciosamente aonde nenhum homem jamais esteve."


Nos anos 2000 e tantos, o Byrne decidiu desenhar diretamente Star Trek para a editora IDW. Ele desenhou uma série baseada nos Romulanos, costumeiros vilões da Federação, outra dedicada ao Dr.McCoy e outra destinada a "Missão Terra", um casal de espiões extra-terrestres que quase ganharam série própria derivada em Star Trek. Então, eles ganharam uma série, nos quadrinhos, décadas depois.


Mas recentemente, o célebre artista decidiu fazer algo controverso: FOTONOVELAS!  Ao recortar cenas de episódios diversos para montar novas histórias a reação não foi unânime, de fato, foi menos que entusiástica, pois embora houvesse um nicho para fotonovelas nos anos 70, o mesmo não ocorre agora. Os fãs massacraram o título impiedosamente. Se eu visse ao vivo, bom, provalmente eu iria comprar de qualquer jeito. :) 



Curiosidades de "Jornada nas Estrelas"





















Hoje vamos falar sobre algumas curiosidades que me lembro sobre "Jornada nas Estrelas"!  Sigam-se nerds em treinamento!

A nave USS Enterprise de "Star Trek" também é o nome de um navio da segunda guerra mundial que lutou contra os japoneses. Ela apareceu no filme "Star Trek IV" quando a tripulação tem que voltar ao passado (1986).


Os japoneses não podiam ficar pra trás e também transformaram um navio da segunda guerra mundial em uma  nave espacial! E assim nasceu "YAMATO", o "Star Trek" japonês, um anime de sucesso estrondoso em 1973.  No futuro, alienígenas malvados bombardearam a Terra com bombas nucleares, resta a Yamato fazer uma jornada pelo cosmos até o planeta Iscandar para encontrar a cura para a radição. A primeira convenção de anime no Japão foi a exibição de um filme de Yamato no cinema.


Após a segunda guerra mundial, os Estados Unidos viram um crescimento otimista sem precedentes, mas logo veio uma paranóia crescente devido a "ameaça comunista", e começou a caça as bruxas, afinal todo mundo podia ser um espião soviético escondido. Ao mesmo tempo que tensões raciais explodiam em violência e tímidas revoluções sociais começavam. "Jornada nas Estrelas" mostrou pela primeira vez uma oficial negra junto com o resto da tripulaçao e ao mesmo tempo, um oficial russo. Era uma maneira de dizer, "tudo vai dar certo no futuro".

A atriz que interpretava a tenente Uhura, a Nichelle Nichols, começou a receber várias ofertas de trabalho para cantar na Broadway, o sonho dela de cantora, e iria pedir demissão. Mas então, Martin Luther King interviu: "Eu sou um fã da série, um trekkie, você precisa estar no papel por causa do exemplo que você que está dando. Isso só vai ser real se você estiver lá".
É claro que a Uhura continou, e é claro que ela iria cantar, tanto que alguns episódios foram feitos só para ela ter a chance de cantar. 


E não foi só isso, ela protagonizou o primeiro beijo interracial a ser exibido na TV! O resto é história.








Os escritores perceberam que podiam burlar a censura pesada dos anos 60 por causa do formato de ficção científica. O formato permitia criticar eventos políticos da época, como a polêmica Guerra do Vietnam. O episódio "A private little war"(uma guerra particular) mostrava os Klingons (os vilões da série) fazendo o papel dos soviéticos, fazendo um povo pacífico entrar numa guerra armamentista.



Quando a série foi cancelada na terceira temporada, os fãs fizeram protestos no canal, junto com montanhas de cartas. Foram os primeiros "flash mobs", algo totalmente sem precedentes para um show de TV. A série não foi reiniciada, mas foi reprisada infinitamente. Os fãs começavam a escrever suas próprias histórias e assim nasceram as fan-fictions. A mais famosa era a da tenente Mary Sue. Nisso surgiu o termo Mary Sue, que descreve um personagem auto-inserido em uma obra e que é perfeito demais.

Em 1977, George Lucas estréia sua mega devastadora saga "GUERRA NAS ESTRELAS" no cinema. Um filme da FOX. A Paramount se roeu de ciúmes e mandou "Jornada nas Estrelas" virar filme de cinema. Na época, "Jornada nas Estrelas: Fase 2" estava em pré-produção para ser um novo seriado de TV. E assim nasceu  "Jornada nas Estrelas: O filme" em 1979, tendo como diretor o venerado  Robert Wise de "O dia em que a Terra Parou" e "A Noviça Rebelde" e "Amor Sublime Amor".


E quem veio ajudar Star Trek como consultor científico? Nada menos que Isaac Asimov. O gênio supremo da ficção científica literária. Quando Star Trek surgiu na TV, ele veio como um crítico feroz, mas que depois se tornou um dos seus maiores fãs.






Em 1987, a continuação da série clássica estreou, "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração", com o francês Capitão Jean Luc Picard no comando. Ele foi inspirado pelos documentários do navegador francês Jacques Costeau e seu navio Calipso, que viajava pelos mais exóticos rios do mundo. Uma característica do Capitão Picard é que ele ficava teclando no seu PADD. Quando ele dispensava um tripulante, ele voltava sua atenção mandar textos na sua telinha. Ele inventou o gesto "Estou te ignorando pois meu celular é mais importante que você". Isso 20 anos antes do Steve Jobs.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

As origens de Star Trek (Jornada nas Estrelas) a série de TV




Hoje vamos falar sobre as origens do seriado "Jornada nas Estrelas". A culpa é toda de William Shakespeare. O bardo inglês escreveu a peça "A Tempestade" no século 16, que envolve um navio que chega numa ilha aonde vários acontecimentos mágicos acontecem, causando grandes confusões para todo mundo. 

Não é a toa que em "Jornada nas Estrelas", que se passa no século 23, todo mundo é fã de Shakespeare, menciona ele casualmente, e inclusive uma raça alienígena diz que Shakespeare é um deles.


A peça "A tempestade" serviu de inspiração para o filme "O Planeta Proibido" de 1956, na qual uma nave da Terra chega a um planeta misterioso aonde vários acontecimentos mágicos acontecem, causando grandes confusões para todo mundo. 

Vários elementos já estavam presentes, como uma Federação Galática no futuro, uma nave que viaja mais rápido que a luz, uniformes navais espaciais, robôs, etc.


Nos anos 50 também tinhamos vários filmes de faroeste. Os "Western", como os filmes do John Wayne eram super populares. E com a televisão imitava o cinema, nos anos 60 dezenas de seriados de faroeste eram exibidos. 

Tinhamos "Bonanza"(1959-1973), "Gunsmoke"(1959-1975", "Wagon Train"(1957-1965) entre outros. No Brasil, "Wagon Train" se chamava "Caravana", uma série sobre pioneiros. 

Em 1965 o produtor Gene Roddenberry queria fazer um seriado de ficção científica. Ele prometeu ao canal um faroeste cheio de ação ao estilo de "Caravana"(Wagon Train) só que no espaço. O apelido era "Wagon Train to the Stars" (Caravana nas Estrelas). O estúdio Desilu produziu o episódio "The Cage"(a gaiola) para o canal NBC que mostrava o Capitão Pike chegando em um planeta misterioso onde vários acontecimentos mágicos acontecem, causando grandes confusões para todo mundo. Ahem, no caso, eram alienígenas telepatas testando pobres humanos.

O canal NBC ficou fulo, pois o  Gene Roddenberry entregou essa coisa nerd, sem ação, "cerebral demais". Mas a comediante Lucille Ball (do show da Lucy), que era dona da produtora Desilu junto com o marido Desi Arnaz acreditava na série e insistiu com o canal NBC para dar uma segunda chance para a série, e um segundo piloto (com mais ação) foi encomendado. Daí surgiu o episódio "Aonde nenhum homem jamais esteve", na qual o Capitão Pike foi substituído pelo Capitão Kirk. E assim nasceu "Jornada nas Estrelas".

Star Trek: Sem Fronteiras




















Saudações navegantes.

Eu assisti nestes dias o fantástico filme "Star Trek: Sem Fronteiras". O terceiro filme da nova cronologia iniciada com o filme de 2009 "Star Trek"; e o décimo terceiro filme da série "Star Trek" como um todo com o primeiro filme estreando em 1979 e o décimo estreando em 2002. Foi em 2009 que a série teve um REVAMP (não foi reboot) que energizou a série.

O filme é fantástico, vibrante e finalmente agrada a klingons e romulanos.

Ele traz de volta vários elementos da série original dos anos 60, como o começo do episódio começar com a data estelar e o diário do Capitão descrevendo a missão que eles estão começando.

Em homenagem a série eu vou fazer uma série de posts falando sobre a(s) série (s) para os recém chegados.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Encadernado da "Wonder Woman" por Mike Deodato

A livraria Saraiva vem recebendo uma insana quantidade encadernados importados (capa de papel cartonado) e a oferta é estonteante. 

A DC está lançando vários encadernados da "Mulher Maravilha" com ênfase nos autores. Tem um do Mike Deodato, uma do Greg Rucka (que não é uma das minhas fases favoritas) e a do George Perez. Essa do George Perez é essencial eu vou comprar mês que vem.

E um encadernado que comprei em junho foi o da Mulher Maravilha desenhada pelo desenhista brasileiro Mike Deodato nos anos 90. Custou R$ 80,00 na loja. Vale cada centavo.

Achei sensacional o trabalho caprichado dele, que achei bem melhor que o trabalho que ele fez depois para Elektra e Glory.

Quem viu na época vai lembrar que essa foi a fase que a amazona loira Artemis se torna a "Mulher Maravilha" no mundo dos homens e a Diana se torna uma detetive junto com um parceiro, o que foi uma desculpa para ela mudar de uniforme por um tempo. Pura glória noventista.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Comentário do filme "Águas Rasas"




















Assisti um filme excelente no fim de semana.

Poderia dizer que "Águas Rasas" é o "Tubarão" pra geração GoPro. ou então que "Águas Rasas" é como "Gravidade" só que na praia.

Blake Lively interpreta Nancy, uma estudante de medicina que viaja durante as férias após a morte de sua mãe. Ela decide viajar a uma praia remota no México, que era o lugar favorita de sua mãe em sua juventude para poder se conectar com ela.

Após curtir algumas ondas ela é atacada por um tubarão e após uma série de inconveniências ela acaba presa em uma pedra a 180 metros da praia, tendo como única companhia, uma gaivota com a asa ferida a quem ela nomeia Steven Seagull (Seagull =  gaivota hehehe) e que rouba a cena com suas bicadas e olhares curiosos. Vários surfistas aleatórios redshirts são devorados pelo tubarão para mostrar o quanto a situação é perigosa, mas o importante é que a gaivota esteja bem.

Com certeza, a personagem foi escrita como estudante de medicina para justificar o fato que ela pode curar suas próprias feridas, como na agoniante cena na qual a Nancy tem que costurar sua perna esquerda usando seus brincos, e com o sangue jorrando. AGH! Ela também cuida da gaivotinha colocando sua asa deslocada no lugar. Vai Steven!

Não sei exatamente por quê, mas essa cena me lembrou um documentário sobre animação japonesa na qual mostra que a heroína fica muito mais humana para o público quando tem um bichinho de estimação. Oras, a Ellen Ripley, de "Aliens", tem um gato laranja. Neste caso, funcionou. Só a Sandra Bullock em "Gravidade" não tinha um bicho. Isso precisa ser corrigido na edição especial.





















O melhor do filme é quando ela para de choramingar e entra no modo "Comando Para Matar", daí ela fica fula, pega a faca, bazuca e metranca e decide matar todos os tubarões do oceano. Brincadeira, ela só tem uma pistola sinalizadora e o seu cérebro para poder salvar o dia.


Resumindo, o roteiro desse filme cairia muito bem em um jogo de computador da Lucas-Arts, aqueles jogos de clicar na qual você resolve o quebra cabeças com criatividade. Gostei de ver. Merece estar na prateleira ao lado de "Gravidade" e "Alien".

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Comentário sobre o filme "No Coração do Mar".

Este filme de 2015 foi dirigido pelo diretor Ron Howard, que dirigiu o inesquecível "Backdraft" Cortina de Fogo) e o interessante "Far and Away" (Um Sonho distante), ambos filmes que vi várias vezes e cuja trilha sonora eu gosto muito.

O filme explica no começo de forma muito educativa que na época o óleo de baleia alimentava os  lampiões que mantinham as ruas dos Estados Unidos acesas, portanto era um recurso importantíssimo na época.

O filme também mostra de forma interessante que o autor Mellville buscava informações verídicas para poder basear os seus romances.

Mas daí apareceu o Thor e toda credibilidade do filme some. Começa os clichês da esposa que não deixa o marido partir pro mar, nhé nhé nhé e ele insiste por que quer dinheiro. Ah, acabei de ver isso em "Assassin´s Creed IV".  Os violinos heróis começam cedo demais.

Daí desliguei o filme e fomos assistir "the Amazing Race" :)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Novo traje do Batman em "Liga da Justiça"




















Saudações amigos nerds,

O diretor de "Liga da Justiça" Zack Snyder divulgou no seu twitter  https://twitter.com/ZackSnyder
uma foto do Batman com seu novo uniforme.


























O traje é interessante, mas o uniforme que já estabelecido em "Batman VS Superman" já estava perfeito em minha humilde opinião. Além do mais, esse traje parece uma mistura dos trajes visto nos dos filmes do Batman da trilogia do Christopher Nolan, fora o traje do Coruja "Night Owl" do filme Watchmen do próprio Zack Snyder, O que acham?